... é a repetição do enigma" (Clarice Lispector)
Fuçando nos meus livros, encontrei um pequeno volume verde, talvez cinza. Nada mais que um souvenir. Comprei no Museu da Língua Portuguesa depois de visitar a exposição em homenagem ao trigésimo aniversário de morte da genial autora de quem tomei as palavras emprestadas para iniciar o post. Quando me falta alguma inspiração, recorro a esse livreto, vasculhando entre os trechos destacados por tinta vermelha aquele que mais me agrada - "E descobri que não tenho um dia-a-dia. É uma vida-a-vida. E que a vida é sobrenatural".
Nas palavras da também escritora Nélida Piñon, "Cada dia para Clarice era um fardo cheio de esperança. Bastava tomar café, comer, saber de alguma boa intriga ou peripécia, para lhe nascer uma réstia de ilusão. Logo, porém, os olhos verdes, aflitos e intensos, pareciam transmitir a mensagem: tudo que vejo nesta sala me é familiar e monótono. Será que a vida não pode se renovar ao menos para surpreender-me?".
É uma postagem nonsense, bem sei. E é aqui que termina!


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